Cabral diz que vaias para Lula foram uma 'armadilha'

Ao chegar ao Rio para aberturas dos jogos do PAN, presidente foi recebido com vaias

Alexandre Rodrigues, do Estadão,

16 de julho de 2007 | 15h15

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, atribuiu nesta segunda-feira, 16, a uma armadilha a vaia ouvida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura dos Jogos pan-americanos no Maracanã, na última sexta-feira.  Sem citar o prefeito César Maia, ou identificar quem seriam os autores responsáveis pelo constrangimento, o governador afirmou que o presidente voltará ao Rio na próxima sexta, num sinal de que não ficou indisposto com o Estado.  "Armadilhas montadas não vão superar o amor do Rio ao presidente Lula", discursou Cabral numa cerimônia em uma escola pública. O governador disse ter ficado surpreso com a vaia, já que o presidente havia sido muito aplaudido e assediado na visita à Vila Pan_Americana e no caminho até o Maracanã naquele mesmo dia. Para o governado a vaia veio de um setor específico do Maracanã que acabou contaminando os outros espectadores, daí a sua suspeita. Lula foi vaiado ao menos cinco vezes quando seu nome foi anunciado. Na cerimônia, um microfone havia sido preparado para o presidente declarar os jogos abertos - mas a idéia acabou abandonada, sem mais explicações.  Segundo um assessor de Lula, ele teria classificado a manifestação como "molecagem", e , muito irritado, teria dito: "Eu não tenho medo de vaia." O presidente estava acompanhado de da primeira-dama, Marisa Letícia. Oposição  A oposição comemorou as vaias. "É bom para ele não se achar dono da opinião pública e saber que há súditos que vaiam", comentou no domingo o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB.  "Essa ação no Maracanã foi fruto de irreverência, um gesto de meninada que quer fazer barulho", rebateu o senador Romero Jucá (RR), líder do governo. Ele lembrou que o escritor Nelson Rodrigues dizia que no Maracanã as pessoas vaiam até minuto de silêncio.  Os oposicionistas entenderam que a vaia no Maracanã adveio de um conjunto de pessoas que não formamno público que aprova o presidente. "Ficou claro que uma parcela da população o rejeita", disse ACM Neto.   Lula confessa ter ficado triste com vaias na abertura do Pan Lula fala sobre vaia no Maracanã

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