Cabral diz que não quer se candidatar a vice de Dilma

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), negou na manhã desta terça-feira que tenha a intenção de concorrer ao cargo de vice-presidente em uma eventual chapa com a presidente Dilma Rousseff em 2014. Cabral fez elogios ao vice-presidente Michel Temer e disse que a sugestão foi uma "gentileza" do prefeito reeleito da capital fluminense, Eduardo Paes (PMDB) e do vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

ANTONIO PITA, Agência Estado

16 de outubro de 2012 | 15h21

Paes e Pezão sugeriram a candidatura do governador do Rio em discursos no fim de semana.

De acordo com Cabral, Temer é um "exemplo" de conduta na Vice-Presidência. "Michel temer também está dando exemplo de como deve se conduzir um vice-presidente, com elegância e parceria. Ele é um homem com enorme experiência política. Ele foi presidente da Câmara (dos Deputados) por seis mandatos é um elo de ligação importante com o Parlamento brasileiro", afirmou Cabral.

Após se reeleger no primeiro turno, com mais de 2 milhões de votos, o prefeito do Rio disse que a vitória do partido na capital credencia o governador ao cargo de vice-presidente. Em um encontro da Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em São Paulo, Paes alimentou os rumores de que Cabral deixaria a função antes de concluir o mandato, em 2013, para assumir um encargo no governo federal.

"Foi um gesto de gentileza do prefeito Eduardo Paes e do vice governador Pezão, mas não tenho menor interesse de disputar esse cargo, está muito bem entregue a Michel Temer, é um grande brasileiro e tem feito um trabalho extraordinário", despistou o governador. Com a saída antecipada de Cabral, o vice-governador ganharia visibilidade para se candidatar à sucessão no Estado, em 2014.

Em visita à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Vidigal na manhã desta terça-feira, o governador negou que pretenda deixar o cargo antes do fim da gestão. "Com todo respeito ao cargo de ministro, governador do Rio é de uma importância fundamental; tenho de respeitar os mais de 5 milhões de votos do primeiro turno que me elegeram em 2010."

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