Cabral descarta mal estar no PMDB por elogiar Haddad

Por nota, governador do Rio disse manter uma ótima relação com o 'companheiro de partido Michel Temer'

Alfredo Junqueira, de O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2012 | 17h01

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), disse que mantém ótimas relações "com o vice-presidente da República e companheiro de partido, Michel Temer". A afirmação, que circulou em forma de nota de sua assessoria de imprensa, acontece após um suposto mal estar entre Cabral e peemedebistas de São Paulo por conta de seus elogios enfáticos ao ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato petista à Prefeitura de SP.

 

Em solenidade para a inauguração de uma creche no pequeno distrito de Bracuí, em Angra dos Reis, na última quarta-feira, 18, Cabral chegou a classificar Haddad como "o melhor ministro da Educação do período democrático" e o comparou a educadores como Anísio Teixeira e Gustavo Capanema.

Cabral disse ainda não ver motivos para comentar especulações sobre as reações adversas do vice-presidente Michel Temer, principal líder do PMDB nacional, e de outros aliados do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), indicado pelo partido para disputar contra Haddad a administração municipal paulista.

Haddad, que deve deixar o cargo nos próximos dias para se dedicar exclusivamente às eleições, também recebeu muitos elogios da presidente Dilma Rousseff durante a solenidade.

Vice-governador e provável candidato do PMDB à sucessão de Cabral no governo do Rio, Luiz Fernando Pezão disse não ver motivo para mal estar entre os companheiros de partido em São Paulo. Segundo ele, as relações da administração estadual fluminense com Haddad foram sempre "muito boas".

"O Haddad sempre foi muito atencioso com a gente. Temos um profundo carinho por ele", disse Pezão. "Ainda não estamos em época de eleição. A gente não pode negar o mérito do cara. A gestão dele foi boa e a gente tem um ótimo relacionamento com ele. Eleição é em outubro, a campanha só começa em agosto. Não tem nada a ver", afirmou o vice-governador fluminense.

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