Cabral critica ´apetite´ de setores do PMDB por ministérios

O governador eleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), criticou nesta quinta-feira o apetite demonstrado por seu partido na ocupação de espaço no ministério do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Acho que o PMDB tem que discutir políticas públicas para os próximos quatro anos", disse Cabral, que classificou como "inconveniente" a discussão por cargos no primeiro escalão. "Cabe ao presidente da República, respaldado pela reeleição, montar a sua equipe sem a inconveniência da pressão dos partidos", afirmou. Ele também sugeriu que o PMDB está se movendo por "interesses fisiológicos". "A minha tese é que nós temos de discutir políticas públicas. Eu pessoalmente nunca me caracterizei como alguém interessado em nomear nos interesses fisiológicos". Cabral assegurou que, como governador eleito do Rio, deseja tão somente que o governo federal seja "parceiro dos interesses do povo do Estado". "Acho que a discussão de cargos é uma discussão inconveniente", disse, alegando que há coisas assuntos mais importantes, como infra-estrutura, saúde e educação. As declarações ocorreram após ele se reunir com o governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), no Palácio da Liberdade. Eleito com 68% dos votos válidos, o peemedebista recebeu o apoio de Lula no segundo turno da disputa estadual, contra a candidata Denise Frossard (PPS). Dois dias depois da eleição, esteve no Palácio do Planalto para um encontro com o presidente. Apesar de ligado ao casal Anthony e Rosinha Garotinho, ele defende que o PMDB dê sustentação ao governo Lula no segundo mandato.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.