Cabral critica ações de final de mandato de Rosinha Garotinho

O governador eleito do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PNDB), disse nesta quarta-feira, 6, que espera da atual governadora do Estado, Rosinha Matheus (PMDB), a revisão de projetos e medidas que ela vem adotando neste final de mandato. Na sua avaliação, eles são prejudiciais ao novo governo e podem, inclusive, ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). "Não fui consultado pela governadora (a respeito desses projetos e medidas). Eu tenho preocupação de responsabilidade fiscal sobre essas medidas e eu creio que a Assembléia Legislativa (do Rio de Janeiro, a Alerj) vai analisá-las com atenção especial, até porque tem (projetos) que ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal", disse ele, após encontro com o governador eleito de São Paulo, José Serra, na Capital. Cabral explicou que "não há como amarrar compromissos e pagamentos de 2006 a receitas futuras", como quer a governadora. "Isso não pode", desabafou. Muito grave Além de demonstrar preocupação com as recentes medidas que a governadora Rosinha vem adotando, Cabral citou também outro fato que classificou de "muito grave". Ele disse que foi informado por sua assessoria que o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) publicou no Diário Oficial a convocação de 500 funcionários de um concurso público de 2002. "Se for verdade, é um fato muito grave, não é possível que faltando 20 dias para acabar o governo, uma empresa com enormes dificuldades e dívidas tenha convocado 500 concursados de 2002." E continuou: "Espero que isso seja revisto porque não é possível(adotar tal medida) faltando 20 dias para acabar o governo."

Agencia Estado,

06 Dezembro 2006 | 21h20

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