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Cabral chora ao lamentar divisão dos royalties do pré-sal

Governador classificou como 'linchamento do Rio' decisão que irá tirar R$ 7 bilhões do Estado

Alexandre Rodrigues e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

11 de março de 2010 | 13h44

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), chegou às lágrimas na manhã desta quinta-feira, 11, ao reagir, mais uma vez, à aprovação da chamada Emenda Ibsen, que redistribui a receita de royalties de petróleo, tirando do governo estadual e dos municípios fluminenses R$ 7 bilhões.    

 

No final de uma palestra para estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC), que o convidou para a aula inaugural do ano letivo, Cabral disse que a sessão de quarta-feira, 11, que aprovou a emenda foi "um linchamento do Rio". O governador comparou a aprovação a outras decisões históricas que prejudicaram o Estado, como a perda da capital federal e a fusão com o Estado da Guanabara sem compensações.

 

"É uma irresponsabilidade. A gente luta pela democracia e tem que se orgulhar do Congresso com todos os seus defeitos", lamentou, interrompendo seu discurso para uma plateia de estudantes no campus da Gávea. Chorando e enxugando os olhos com um lenço, ele não conseguiu concluir a palestra.

Espera

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira que o governo deve aguardar a votação no Senado para depois decidir o que fazer com a proposta aprovada na Câmara.

Segundo o ministro, o governo preferia que fosse aprovada a proposta original, porque atende melhor a todos os interesses, mas aguardará a discussão no Senado, e depois o presidente Lula tomará a decisão final. "Cabe ao Congresso Nacional discutir a proposta e quando ela aterrissar na mesa do presidente ele decidirá se veta ou não", disse o ministro.

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