Cabo tucano lidera reunião nacional dos PMs em Brasília

Os policiais militares estão preparando-se para deflagrar um movimento nacional contra a medida provisório anunciada pelo governo federal e por um piso nacional para a categoria. Líderes das PMs de todo o País acabam de acertar uma reunião para os próximos dias 14 e 15 de agosto, possivelmente em Brasília ou Vitória (ES). Na liderança do movimento está um deputado tucano, o cabo Uilson de Moraes (SP), que preside a Associação Nacional dos Cabos e Soldados. "Ele está sendo levado a roldão, ou assume esse movimento, ou acaba politicamente e não se reelege", afirma um outro deputado egresso da PM, o cabo José Gomes, do PT gaúcho.De acordo com o petista, os PMs querem o cumprimento de umapromessa feita durante a greve de 1997, quando o governo federal acenou com a possibilidade de criar um piso nacional de R$ 1 mil a R$ 1,2 mil, que seria financiado com o dinheiro das multas de trânsito. O próprio governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), paga hoje apenas a metade desse valor para os soldados que ingressam na corporação (R$ 524). A diferença para o piso, entretanto, seria coberta com o fundofederal e não com recursos estaduais. "Ainda confio no diálogo, masessa atitude draconiana do presidente da República só atiça ospoliciais", diz Gomes.Outro líder da PM gaúcha, o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Leonel Lucas, disse que os policiais também têm motivos estaduais para aderir ao movimento. Eles reivindicam de Olívio a extensão do reajuste de 25% concedido para o magistério, mas o governo alega que a integralização do adicional de risco de vida (222%) para os servidores da segurança pública já acarretará aumentos salariais de 18% a 22%. "Estamos mobilizados, esperando uma resposta do governador", avisou o cabo Lucas. Ele garante que as medidas anunciadas pelo governo federal não intimidarão os PMs. "Se o Fernando Henrique quiser fazer queda de braço, vai se dar mal", prometeu.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.