Caberá ao PMDB indicar possível sucessor de Renan, diz Lula

Reportagem do 'Estado' aponta que o presidente licenciado estaria pensando em reassumir o cargo

Leonencio Nossa,

21 de novembro de 2007 | 13h23

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quarta-feira, 21, que o PMDB, "por direito", deve indicar um eventual sucessor de Renan Calheiros (PMDB-AL) na hipótese de o senador renunciar definitivamente à presidência do Senado. Na entrevista, Lula evitou comentar sobre os nomes na disputa. "Não sei quantos candidatos têm e quantos candidatos vão sair. Só acho que, por direito, o candidato tem que ser do PMDB", afirmou.   Veja Também:  Renan deve renovar até 5ª licença por 30 dias, dizem fontes 'Dane-se' quem especula sobre volta de Renan, diz Tião      Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  CPMF e caso Renan serão votados em dezembro, diz Tião Viana     Após participar de solenidade de anúncio de investimentos da Petrobras na área social, Lula avaliou que cabe ao partido discutir o preenchimento do cargo. "O PMDB é que tem de se reunir internamente e escolher", disse. Lula fez uma ressalva: "Se isso for acontecer, porque, por enquanto, o Renan é o presidente licenciado". Lula fez questão de deixar claro, ao menos de forma oficial, que o Planalto não intervém nas questões do Legislativo. "Não tenho discutido problemas do Senado. O Senado em algum momento vai tomar uma decisão e, qualquer que seja ela, será o resultado do funcionamento da instituição", disse. "Estou deixando o Senado decidir". 'Especulações' O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), também disse, nesta manhã, que cabe a Renan assumir ou não o cargo. Ao comentar reportagem do Estado, segundo a qual Renan estaria pensando em reassumir o cargo na próxima segunda-feira como reação ao adiamento da votação do processo contra ele, Tião criticou o "ambiente de especulações".  "Essa é uma prerrogativa absolutamente legítima, legal, cuja decisão compete única e exclusivamente ao senador Renan Calheiros", declarou. Renan queria que o processo que pede a cassação de seu mandato fosse votado nesta quarta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e quinta-feira no plenário da Casa.  Tião Viana disse que Renan é "detentor efetivo da condição" de presidente do Senado. "Ele está afastado, e eu estou ocupando essa função interinamente. O que não pode é ficar um ambiente de especulação, como se fosse um delírio paranóico de que tem perseguição para A ou para B, só porque as decisões regimentais não agradam ora a A ora a B", afirmou o presidente interino. Ele disse que considera essencial cumprir o regimento da Casa, "que tem que ser maior do que as emoções, do que os delírios paranóicos." E acrescentou: "Então, se alguém estiver aborrecido com o bom cumprimento do regimento, como se diz popularmente, dane-se." Viana estava-se referindo a eventuais críticas ao fato de ter adiado para 4 e 5 de dezembro as duas votações.  A justificativa do presidente interino para o adiamento é a de que o relator do processo contra Renan na CCJ, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), adiou para o próximo dia 28 a apresentação do seu parecer sobre a constitucionalidade do pedido de cassação.    

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