Cabeças-pretas do PSDB dizem que continuarão defendendo desembarque do governo

Diretório nacional do partido decidiu na noite de segunda-feira, 12, continuar na base aliada de Michel Temer

Igor Gadelha e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2017 | 22h17

BRASÍLIA - A frente do movimento que defende o desembarque do PSDB do governo, os deputados João Gualberto (BA), Eduardo Cury (SP) e Betinho Gomes (PE) afirmam nesta segunda-feira, 12, que continuarão defendendo o rompimento do partido com o presidente Michel Temer. 

"Continuarei defendendo, e agora com mais convicção. A divisão de opiniões continua", afirmou Gualberto em entrevista à imprensa, ao deixar a reunião ampliada da executiva nacional e de demais lideranças tucanas em que o partido decidiu permanecer na base aliada

Como mostrou o Broadcast/Estadão mais cedo, os tucanos adotararam o discurso de que não podem desembarcar agora do governo Temer agora, sob o argumento de que um eventual rompimento com Temer poderia prejudicar a aprovação das reformas da Previdência e trabalhista. 

"Para nós o melhor forma é aprovar as reformas, mas fora do governo", disse Cury. "Saio preocupado. Vão acontecer muito mais turbulências antes dessa", acrescentou o deputado, em referência à possível denúncia contra Temer que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve enviar até o fim de junho.

O parlamentar paulista afirmou que, dependendo do teor da denúncia, poderá votar pela admissibilidade na Câmara. Para que a denúncia seja aceita, são necessários votos de pelo menos 342 deputados, equivalente a 2/3 dos 513 deputados.

"Vamos continuar remando para ser maioria na nossa tese. Tudo indica que os líderes, governadores e senadores estão conseguindo ganhar tempo", afirmou Betinho Gomes ao Broadcast/Estadão.  



 

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