Bush faz ´visita de trabalho´, e não ´visita de Estado´

A despeito de todo o aparato de segurança, a passagem do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil obedecerá à mais simples rotina protocolar prevista nas convenções do Itamaraty. Trata-se de uma visita de trabalho, que, nas classificações diplomáticas, impõe poucas formalidades em comparação à "visita de Estado", alojada no topo das exigências cerimoniais. Por ser uma visita de trabalho, foi possível às assessorias de Bush e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fechar uma agenda que incluiu apenas São Paulo, sem a necessidade da ida a Brasília. É que a visita de Estado impõe ao chefe estrangeiro que faça visitas de cortesia também aos chefes dos poderes Legislativo e Judiciário, além do chefe do Executivo.O presidente americano também se liberou de toda uma agenda de pompa e circunstância, que incluiria solenidades, passar as tropas em revista, assistir salvas de tiros e de ser acompanhado pelos Dragões da Independência, montados a cavalo e paramentados, até a rampa do Palácio do Planalto. Em lugar de um grande e formal jantar de acolhida, que imporia aos homens um sóbrio terno escuro e às damas, o uso do vestido de coquetel, haverá um almoço de trabalho no qual Lula e Bush se dedicarão a discutir, entre outros assuntos, a cooperação bilateral na área de biocombustíveis. E mais trabalho antes e depois do almoço.

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