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Buscas em antigo escritório de Pimentel são 'extensão da arbitrariedade', diz governo de MG

Em nota divulgada nesta tarde, governo de Minas Gerais contesta ação da Polícia Federal que mira empresário que fez doações para campanha do PT

Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2015 | 16h26

Belo Horizonte - O governo de Minas Gerais divulgou agora nesta tarde nota em que contesta o mandado de busca e apreensão executado nesta manhã pela Polícia Federal em escritório que o governador Fernando Pimentel (PT) mantinha na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O mandado foi cumprido dentro da Operação Acrônimo 2, que investiga supostos vínculos financeiros do governador de Minas com o empresário Benedito Oliveira, que atuou em campanhas do PT, preso na primeira fase da Acrônimo, em 29 de maio.

Segundo a nota, "a operação de busca e apreensão pretendida contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e a realizada na manhã desta quinta-feira, 25 de junho, no seu antigo escritório particular, em Belo Horizonte, é a extensão da arbitrariedade cometida anteriormente, quando os policiais estiveram no apartamento de sua esposa, em Brasília". A mulher de Pimentel, Carolina de Oliveira Pereira, também é investigada pela Polícia Federal.

O texto diz ainda que "com base somente em ilações e deduções fantasiosas, essa investigação prossegue eivada de irregularidades, tanto que os pedidos para a realização de busca e apreensão nas sedes do governo de Minas Gerais, na residência oficial e na residência particular do governador, e ainda em relação a sua esposa, foram negados pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, por considerá-los desarrazoados".

A nota afirma em seguida ser "importante ressaltar que o órgão competente negou à Polícia Federal o prosseguimento de atos sem base legal e sem fundamentação em fatos que os justificassem. Embora oportunamente impedida, esse tipo de arbitrariedade merece o repúdio da sociedade civil". O texto ressalta que "o governador e sua esposa reafirmam sua confiança na Justiça e colocam-se, como sempre estiveram, à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento, o que torna desnecessária e abusiva a reiterada tentativa de utilizar esse tipo de medida policial".

Por fim, o governo afirma na nota que "todas as providências necessárias para assegurar o respeito ao direito individual, à legalidade e à autonomia federativa serão tomados para coibir o abuso e a arbitrariedade na condução do inquérito policial. Resistiremos a qualquer tentativa de impor a Minas Gerais constrangimentos indevidos e anti-republicanos".


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