Buritis é abastecida com mantimentos e segurança é reforçada

Duas semanas após a invasão pelo Movimento dos Sem-Terra (MST), a porteira principal da fazenda da família do presidente Fernando Henrique Cardoso, em Buritis, ainda guarda as marcas da ação do MST. Os soldados do Exército também continuam vigiando a Córrego da Ponte dia e noite, o que antes só acontecia quando o presidente estava presente.Fernando Henrique e dona Ruth Cardoso passaram este final de semana na fazenda. Foi a primeira vez que o casal foi ao local desde a invasão. Além da segurança reforçada, o helicóptero do presidente descarregou plantas e mantimentos para repor o estoque da casa que foi consumido pelos sem-terra durante as 24 horas de ocupação.Um dos líderes do MST presos devido à invasão, Cledson Mendes, chegou a negar o saque a alimentos e bebidas da adega da casa. "Não é do nosso feitio mecher nas coisas dos outros", afirmou Cledson ao ser libertado pela Polícia Federal na segunda-feira á noite. Durante a ocupação, entretanto, ele próprio foi visto com uma garrafa de whisky na mão e um charuto cubano na boca.Até mesmo alguns membros da cúpula nacional do MST, como João Pedro Stédile, reconheceram que a ação em Buritis foi um "erro tático". Os 16 líderes envolvidos no episódio responderão em liberdade ao processo no qual são acusados de invasão de propriedade, cárcere privado e descumprimento de ordem judicial.

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