Buratti esteve duas vezes na Caixa após contrato com a Gtech

O consultor Rogério Tadeu Buratti esteve pelo menos duas vezes na sede da Caixa Econômica Federal, alguns meses depois da assinatura do contrato de R$ 700 milhões da instituição com a Gtech para o fornecimento de equipamentos de loterias. Numa delas, Buratti teria se identificado para uma secretária da diretoria como uma pessoa ligada ao PT, e, em outra, foi falar sobre a empresa que tem em Ribeirão Preto. Apesar das visitas de Buratti, ocorridas em setembro e dezembro de 2003, a diretoria da Caixa negou qualquer envolvimento do consultor nas negociações com a Gtech.Nesta terça-feira, a Polícia Federal ouviu o vice-presidente de Logística da instituição, Paulo Bretas, e o assessor da presidência, Carlos Eduardo Silveira, que participaram darenegociação por 25 meses. Os dois rebateram os depoimentos, na semana passada, dos executivos da Gtech, Marcelo Rovai - atual diretor de marketing - e Antônio Carlos Lino Rocha, ex-presidente. Bretas confirmou os encontros com Buratti, sendo que uma vez foi para falar sobre a empresa Leão & Leão, da qual é sócio, e de uma empreiteira de Ribeirão Preto, onde foi secretário municipal. Em seu depoimento, Rovai teria afirmado que o ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz teria influenciado na negociação, indicando Buratti para assessorar a Gtech, de onde iria ganhar em torno de R$ 6 milhões. Bretas afirmou nesta terça que não houve qualquer interferência do consultor na renovação do contrato. Além disso, disse que não sabia de qualquer participação de Diniz no caso e que desconhecia qualquer possível tráfico de influência do ex-assessor.

Agencia Estado,

17 de março de 2004 | 04h58

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