BTG nega ser mantenedor do Instituto Lula

Instituição também reiterou que palestras do ex-presidente foram realizadas em Nova York, nos Estados Unidos, e em Londres, na Inglaterra; público seria formado por investidores

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2016 | 18h34

São Paulo - O BTG Pactual negou, por meio de nota, divulgada nesta terça-feira, 15, que seja mantenedor do Instituto Lula. O posicionamento ocorre depois de a instituição ser apontada pelo senador Delcídio Amaral, em delação premiada, como uma das maiores mantenedoras do Instituto ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O BTG Pactual esclarece que não é, e nunca foi, mantenedor do Instituto Lula", afirma um trecho da nota.

O BTG também diz que "contratou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., para realizar uma palestra no ano de 2011 e duas palestras em 2013". Segundo o texto enviado pela assessoria de imprensa do BTG Pactual, "essas palestras foram realizadas no âmbito do evento internacional LatAmCEO Conference em Nova Iorque e Londres, nas quais ele falou para cerca de 300 investidores em cada uma delas".

Além disso, segundo a nota do BTG, "os valores desembolsados pelas palestras foram compatíveis com a relevância dos eventos realizados e não se afastam da faixa de valores usualmente cobrados por ex-presidentes de outros países".

Em sua delação, Delcídio disse que "um dos instrumentos utilizados para repasse de valores seria o velho esquema de pagamento de 'palestras'".

Por fim, o BTG acrescentou que "as Medidas Provisórias 668 e 681 não tratam do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) nem beneficiam a atividade específica do BTG Pactual", também contrariando as declarações dadas por Delcídio.

Veja a íntegra da nota do BTG Pactual: 

"O BTG Pactual esclarece que não é, e nunca foi, mantenedor do Instituto Lula. O Banco tem como política realizar doações para entidades socioculturais sem fins lucrativos, como fundações educacionais, orquestras, museus e entidades filantrópicas.

O BTG Pactual fez, em 2014, sua única doação para o Instituto Lula, mesmo valor, aliás, destinado à Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso no biênio 2010/2011. O valor doado a esses dois institutos representa menos de 2 % cada do total de doações realizadas pelo banco desde 2010.

O banco também fez doações para a Fundação Estudar, Insper Engenharia, Parceiros da Educação, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) no Rio de Janeiro, Museu Judaico, Conservation International Brasil, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e Museu de Arte de São Paulo (Masp), entre outras instituições.

O BTG Pactual contratou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., para realizar uma palestra no ano de 2011 e duas palestras em 2013. Essas palestras foram realizadas no âmbito do evento internacional LatAmCEO Conference em Nova Iorque e Londres, nas quais ele falou para cerca de 300 investidores em cada uma delas. Os valores desembolsados pelas palestras foram compatíveis com a relevância dos eventos realizados e não se afastam da faixa de valores usualmente cobrados por ex-presidentes de outros países.

Nesses eventos, o BTG Pactual usualmente convida ex-presidentes para fazer palestras. Já participaram, entre outros, Nicolás Sarkozy (França), Cesar Gaviria (Colômbia), Alan Garcia (Peru), Álvaro Uribe (Colômbia) e Sebastián Piñera (Chile).

As Medidas Provisórias 668 e 681 não tratam do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) nem beneficiam a atividade específica do BTG Pactual."

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