Marcelo Chello/Estadão (1/12/2020)
Marcelo Chello/Estadão (1/12/2020)

Câncer de Bruno Covas atinge ossos, diz boletim médico

Exames realizados pelo prefeito de São Paulo apontam novos focos da doença também no fígado; tucano não se afastará do trabalho

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2021 | 16h59
Atualizado 17 de abril de 2021 | 12h59

Exames realizados pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), 41 anos, apontaram “novos pontos” de câncer no fígado e, agora, nos ossos, de acordo com boletim médico divulgado nesta sexta-feira, 16. Após o diagnóstico, a equipe médica optou por fazer ajustes no tratamento.

De acordo com o oncologista Tulio Pfiffer, que integra a equipe do Hospital Sírio-Libanês, responsável pelo tratamento, imagens mostraram cinco tumores no fígado, um na coluna e outro na região da bacia.

Além de continuar com as sessões de quimioterapia – retomadas em fevereiro, quando se detectou o reaparecimento de um nódulo no fígado –, o prefeito voltará a receber doses de imunoterapia. Segundo Pfiffer, ambas devem ser ministradas hoje. O médico afirmou que o surgimento de pontos nos ossos indica nova metástase.

Clinicamente, de acordo com o boletim médico, Covas “está bem, sem sintomas, e apto a prosseguir suas atividades pessoais e profissionais”. Desta forma, ele não se afastará das funções da Prefeitura. A alta está prevista para o início da semana que vem, após se completar essa nova etapa do tratamento. Em duas semanas, o processo será repetido.

O tucano luta contra a doença há um ano e meio, quando recebeu o primeiro diagnóstico. Na época, a descoberta foi de um câncer no sistema digestivo com metástase para o fígado e linfonodos da região abdominal. Desde então, o prefeito já teve a indicação de 12 sessões de quimioterapia, sendo oito na primeira fase do tratamento – entre outubro de 2019 e fevereiro de 2020 – e quatro mais recentes, a partir de fevereiro.

Ao final de cada ciclo, novos exames são realizados para checagem dos resultados e controle da doença. A metástase para os ossos foi diagnosticada, segundo Pfiffer, exatamente nesse processo por meio de ressonância magnética.

Ainda de acordo com o oncologista, o tratamento conjunto segue o ritmo anterior. A diferença é que antes de receber a quimioterapia, que leva 48 horas e só pode ser feita a cada duas semanas, Covas passará então pela imunoterapia, mais simples, com cerca de uma hora de duração.

Com ambas as técnicas, os médicos esperam que a doença possa ser mais rapidamente atacada. A imunoterapia é uma terapia biológica que fortalece o sistema imune com a intenção de fazer com que o corpo do paciente tenha mais capacidade de combater a doença.

Pelas redes sociais, o prefeito afirmou que seguirá lutando, pois “ainda tem muito trabalho a fazer”. “Obrigado a todos pelo carinho de sempre. Rezas, orações, pensamentos positivos que recebo de todos os cantos me fazem mais forte nessa batalha”, escreveu.

Como fez das outras vezes, Covas irá despachar do próprio hospital, a partir de um tablet configurado para validar a assinatura eletrônica que os documentos oficiais exigem. 

Em função da pandemia, e também por causa da retomada da quimioterapia, o tucano já estava cumprindo uma agenda mais reservada, composta, em sua maioria, por compromissos internos. A última entrevista coletiva dada por Covas foi em 8 de abril, mas de forma virtual.

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