DENISE ANDRADE/Estadão
DENISE ANDRADE/Estadão

Bruno Covas será vice de Doria

Nome do neto do governador paulista será anunciado na quinta-feira e é defendido pelas principais lideranças da campanha do empresário pré-candidato à Prefeitura de São Paulo

Valmar Hupsel Filho e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2016 | 12h41

O deputado Bruno Covas vai concorrer como vice na chapa que terá o empresário João Doria como candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. A chapa puro-sangue, cuja formação foi antecipada pela Coluna do Estadão, foi confirmada com duas fontes importantes da campanha e  será anunciada oficialmente nesta quinta-feira, 21.

O nome do deputado é defendido pelas principais lideranças da campanha por ser um político jovem e ao mesmo tempo carregar o nome de um político de peso dentro do partido, no caso o governador Mário Covas, morto em 2001, avô de Bruno. Além disso, um vice de dentro PSDB servirá para pacificar o partido após uma conturbada prévia para escolha do candidato, argumentam os defensores da tese.

Um terceiro argumento de quem defende a ideia de chapa puro-sangue é a preocupação em não preterir um dos partidos que anunciaram apoio ao candidato tucano. Hoje, Doria anunciou a adesão do PTC, o 10.º partido a compor a chapa da qual fazem parte também PSB, PMB, PHS, PV, PPS, PP, DEM, PRP e PTdoB, além do PSDB.

Na segunda-feira, 18, após o empresário anunciar o apoio de mais dois partidos, os nanicos PRP e PTdoB, o governador Geraldo Alckmin deu posse a um indicado do PP no comando da Secretaria de Meio Ambiente. Ao se unir a Doria, o PP acrescentou 2 minutos e 39 segundos diários ao tempo reservado às inserções de TV do aliado de Alckmin. Sem considerar a adesão do PTC, Doria tem 13 minutos para dividir diariamente em comerciais de 30 ou 15 segundos, o maior tempo entre os candidatos.

Loteamento. Durante sabatina realizada pelo portal UOL, o jornal Folha de S.Paulo e o SBT nesta manhã, Doria negou loteamento do governo estadual para abrigar partidos que o apoiam. "Não há loteamento. Qual a ilegitimdiade de uma coligação política? Se se faz em todos os planos, qual o impedimento de se fazer em plano municipal? Não negociamos cargo na Prefeitura nem subprefeitura. Faremos programa de governo", disse o empresário na entrevista.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2018, Alckmin apoiou Doria nas prévias tucanas da capital à revelia das principais lideranças do PSDB paulista. O movimento provocou um racha sem precedentes no partido. O ex-governador Alberto Goldman, que é vice-presidente  nacional da legenda, denunciou o empresário ao Ministério Público Eleitoral por compra de votos e abuso de poder econômico. Quadros históricos do partido, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o chanceler José Serra e o senador Aloysio Nunes, defendiam o nome do então tucano, hoje do PSD, o vereador Andrea Matarazzo para a disputa municipal. 

Para evitar esvaziamento da convenção do partido que vai oficializar o nome de Doria como candidato tucano à Prefeitura, neste domingo, Alckmin convocou quatro governadores tucanos: Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO), Pedro Taques (MT) e Reinaldo Azambuja (MS). "Tenho certeza de que todos, após a convenção, estarão me apoiando, exceto Goldman, que merece respeito, principalmente por sua idade (78 anos)", afirmou na sabatina.

 

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