Bruno Covas nega ter recebido oferta de propina; ouça entrevista em que ele admite a proposta

Secretário conta que caso de prefeito que lhe ofereceu suborno por emenda parlamentar, relatado por ele em entrevista ao 'Estado', nunca aconteceu

Daiene Cardoso, da Agência Estado, e Paula Bonelli Santos, de O Estado de S.Paulo, SÃO PAULO

26 de setembro de 2011 | 19h19

SÃO PAULO - O secretário estadual e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), negou nesta segunda-feira, 26, que tenha recebido oferta de propina pela liberação de uma emenda. “Eu falei em uma hipótese e que não deveria ser aceita. Não disse que aquele caso aconteceu em específico. Retifico o que falei. Eu estava dando um exemplo hipotético do que fazer num caso como aquele”, disse. Segundo o secretário, seu comentário era apenas um exemplo de uma situação que na realidade nunca aconteceu com ele. “O que eu quis dizer é que é preciso dar exemplo”.

Bruno Covas disse que a situação divulgada pelo jornal O Estado nunca aconteceu. “Comigo não aconteceu”, afirmou. Ele também negou que tenha ouvido relatos semelhantes de outros colegas de Assembleia. O tucano acredita que as denúncias do deputado Roque Barbiere (PTB) precisam ser investigadas.  “Investigação com certeza”, disse.

Sua declaração desta segunda difere do que disse à coluna "Direto da Fonte" há um mês. Na ocasião, perguntado se já havia passado pela situação de receber propina, Covas foi enfático. "Ah, já", afirmou. "Uma vez, consegui uma emenda parlamentar de 50 mil reais para uma obra para um município. Assinamos o convênio e depois o prefeito veio perguntar com quem ele deixava os 5 mil. Eu respondi doa para Santa Casa, eu que não vou ficar com isso. Não sei se ele contou para os outros, mas foi o único caso que eu tive na Assembleia", completou..

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