Janete Longo/AE - 03.08.2011
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Bruno Covas considera já esclarecidas declarações sobre venda de emendas

Após relatar, e desmentir, oferta de propina feita a ele por um prefeito, secretário de Meio Ambiente diz não ter mais explicações a dar sobre o episódio

Gustavo Uribe, da Agência Estado

06 de outubro de 2011 | 12h15

O secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Bruno Covas, disse nesta quinta-feira, 6, que já deu os esclarecimentos necessários a respeito de declaração sobre o suposto esquema de venda de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo. Nessa semana, a presença do secretário era aguardada na Alesp, mas a ida foi cancelada.

 

Bruno Covas não descartou, contudo, prestar novos esclarecimentos caso seja convidado novamente pela Assembleia. "Isso vai depender se os deputados estaduais querem que eu diga aquilo que eu já disse", afirmou, após participar do Fórum de Cooperação Internacional, nesta manhã.

 

Em entrevista concedida ao Estado, em agosto, o tucano relatou que, certa vez, um prefeito lhe ofereceu propina após a aprovação de uma emenda parlamentar. Após as denúncias de que a venda de emendas seriam praticadas por "cerca de 25% a 30%" dos deputados, feitas pelo deputado Roque Barbiere (PTB), Bruno Covas voltou atrás e negou que tivesse recebido a oferta do prefeito. Segundo ele, o caso relatado na entrevista foi um exemplo hipotético.

 

A expectativa era de que o tucano esclarecesse a declaração em reunião da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, marcada para terça-feira, 4. No mesmo dia, contudo, o deputado Beto Trícoli (PV), presidente da comissão, cancelou o encontro, por entender que não era o espaço adequado para tratar o assunto. "A comissão desmarcou a sessão, até porque prestar esclarecimentos à Comissão de Meio Ambiente é uma obrigação constitucional", lembrou o secretário estadual.

 

Nesta quinta, o tucano fez coro ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e defendeu que o Roque Barbiere (PTB) dê mais explicações sobre as denúncias. Também nesta quinta, é aguardada a entrega do depoimento por escrito do deputado ao Conselho de Ética da Alesp. Barbiere, entretanto, já atencipou que não citará nomes.

 

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