Beto Barata/AE
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Bruno Araújo diz que eventual saída do ministério 'não tira segundo de sono'

Declaração foi dada após anúncio de liberação de R$ 750,5 milhões do Ministério das Cidades para a gestão João Doria (PSDB) tocar obras

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2017 | 15h31

SÃO PAULO - Depois de partidos do Centrão aumentarem a pressão para o Palácio do Planalto redistribuir cargos e ministérios de partidos "infiéis", Bruno Araújo, tucano que comanda a pasta de Cidades, disse nesta quinta-feira, 10, que sua eventual saída "não tira segundo de sono" da sigla e dele.

A bancada do PSDB ficou dividida na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara, em 2 de agosto. Com quatro ministérios, o partido teve 22 parlamentares votando com o governo e 21 contra - quatro se ausentaram.

"O PSDB, quando foi para o governo, foi para ajudar a fazer uma mudança que acreditava ser necessária para o País. Não foi por cargos. Foi para emprestar sua credibilidade, sua história, e é assim que o PSDB se mantém", disse Araújo, em São Paulo. "Isso (sua eventual saída) não tira um segundo de sono do partido e muito menos meu", afirmou Araújo.

Obras. As declarações foram dadas em um evento na Prefeitura de São Paulo na manhã desta quinta-feira, em que o ministro anunciou a liberação de R$ 750,5 milhões para a gestão João Doria (PSDB) tocar obras de proteção a encostas, drenagem urbana e construção de unidades habitacionais. 

O anúncio ocorre dois dias após o presidente Michel Temer, em visita à capital, elogiar a "visão nacional" do prefeito Doria e acirrar as especulações acerca de sua candidatura à presidência.

Os recursos chegam após a Prefeitura anunciar um corte de investimentos em obras de R$ 4,5 bilhões neste ano. 

Araújo afirmou que os recursos foram liberados após uma revisão nos contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) assinados por sua Pasta com Estados e municípios. 

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