Brizola: oposição deve lançar Ciro ou Itamar

O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, disse ontem, em Porto Alegre, que, neste momento, há dois nomes com viabilidade eleitoral para representar as oposições na disputa presidencial: o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes e o governador de Minas Gerais Itamar Franco (PMDB). "O bom seria é que pudessem encontrar uma forma de se unir", acrescentou. Brizola disse que não exclui o PT e o presidente de honra do partido, Luiz Inácio Lula da Silva, de uma possível composição, "mas não em torno deles porque não têm viabilidade (eleitoral)".Brizola afirmou que tem conversado com Ciro Gomes e Itamar, mas ressaltou que nada existe de concreto. Nestes contatos, disse que não tem encontrado "incompatibilidades". O líder do PDT não quis sugerir como seria a composição de uma chapa com os dois nomes. "A função que caberia a um ou outro é difícil dizer", afirmou.Apoio a CPI - O líder do PDT defendeu a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Corrupção no Congresso, destinada a apurar 22 denúncias de irregularidades. Brizola disse que acredita na instalação da CPI e que o partido dele trabalha para isto. "Se não sair esta comissão, quem vai perder será a democracia", avaliou. "O descrédito vai ser muito grande para o regime democrático, especialmente para o Congresso e para o atual presidente, que está fazendo tudo para evitar que se instale a comissão", afirmou.Brizola disse que a ação do presidente Fernando Henrique Cardoso na tentativa de desarticular a CPI sugere que ele tem muito a temer com o processo de investigação. O pedetista afirmou que os ex-presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Fernando Collor de Mello não tiveram atitudes semelhantes à de Fernando Henrique. "Pela primeira vez, eu estou vendo um esforço desta natureza", comparou.Fiasco - O presidente do PDT voltou a criticar o ato de filiação de dissidentes da legenda dele ao PT gaúcho, realizado no último dia 18, que classificou como "um fiasco". Brizola qualificou os ex-correligionários - entre eles, três secretários do governo Olívio Dutra (PT) - de "dissidência empreguista". O PDT gaúcho vive um processo de renovação do diretório regional, mas Brizola não confirmou a data do dia 8, que era tida como provável, para a escolha do novo presidente.Há três candidatos declarados ao cargo: Pedro Ruas, Pompeo de Mattos e Alceu Collares. Brizola, contudo, afirmou que uma eventual disputa serviria de munição aos adversários da sigla e busca uma saída de consenso. No dia 19, o PDT realizará a convenção nacional.

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