Britto diz que vai divulgar nome de candidatos com ficha suja

Presidente do TSE diz que cidadãos precisam se informar sobre os candidatos que disputam as eleições

da Redação

16 de junho de 2008 | 16h33

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, disse nesta segunda-feira, 16, que pretende divulgar nomes de políticos com a "ficha suja" para que os eleitores possam se informar sobre os candidatos que disputam as eleições. "O TSE cumprirá o seu dever a que corresponde o direito fundamental de todo cidadão de ser informado quanto à vida pregressa daquele que postula o seu voto", disse segundo o TSE.     Veja Também: FÓRUM:Opine sobre a decisão  Calendário eleitoral das eleições deste ano  TSE decide que candidatos com ficha suja podem concorrer  Britto manifestou apoio à proposta de iniciativa popular que amplia as situações em que o pré-candidato às eleições se torna inelegível. A proposta, que está em fase de coleta de assinaturas, foi entregue nesta segunda  ao ministro pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). "A iniciativa é super louvável para combater a corrupção eleitoral, e o Brasil ganha com essa cooperação institucional. A temporada de caça aos votos tem que se dar dentro de padrões éticos", disse o ministro.   O anteprojeto de lei prevê que serão inelegíveis os pré-candidatos condenados em primeira ou única instância, além daqueles que tiverem contra sí denúncia recebida por órgão judicial colegiado pela prática de crime. Na mesma condição estariam políticos que renunciaram aos mandatos a fim de evitar uma cassação.   A proposta foi elaborada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que reúne além da CNBB, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), entre outras entidades.   Na semana passada, o TSE decidiu que os candidatos que respondem a processo criminal na Justiça podem concorrer nas eleições, independentemente das acusações que pesem contra eles ou das condenações em primeira ou segunda instância por crimes por eles cometidos. Prevaleceu o voto do ministro Ari Pargendler, segundo o qual a Constituição Federal deixa claro que até julgamento final de uma ação, ninguém pode ser penalizado ou culpado.     Texto atualizado às 17h10   (Com Agência Brasil)

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