Brindeiro agora vê indícios contra Jader

O procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito e a quebra de sigilo bancário de todos os envolvidos nos desvios do Banco do Estado do Pará (Banpará), incluindo o presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). Segundo Brindeiro, fatos novos foram apurados por técnicos do Banco Central e procuradores da 5ª. Câmara de Defesa do Patrimônio, do Ministério Público Federal. "Há indícios do envolvimento do senador", afirmou o procurador.A quebra de sigilo vai atingir, além de Jader, seus familiares - incluindo a ex-mulher, a deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA), o pai Laércio e os irmãos Luiz Guilherme e Joércio - empresas e, também, ex-auxiliares do período em que o senador era governador do Pará. "Vamos identificar quem eram os correntistas, não só do Banco Itaú, mas de outras instituições", anunciou Brindeiro, que vai esperar um relatório dos procuradores e dos técnicos do BC para determinar o período da quebra, que atingirá ainda as contas encontradas na agência do Citibank, no Rio, e do extinto Banco Econômico, em Belém. O procurador-geral da República afirmou que não havia nenhum inquérito formado para apurar os desvios do Banpará, cujo processo foi arquivado em 1992 pela Procuradoria da Justiça do Pará. "A culpa foi do Ministério Público do Estado, que não fez as investigações. Agora estamos cumprindo nosso dever", disse Brindeiro, que chegou a arquivar o processo, há alguns meses, alegando prescrição do caso. Ele se negou a comentar sua decisão anterior. Dois técnicos do Banco Central estiveram hoje no Ministério Público Federal para conversar com Brindeiro, que recebeu informações novas sobre as investigações do Banpará, que estão sendo feitas desde maio pela 5ª. Câmara. "A orientação que temos do presidente do BC é colaborar na medida do possível, fornecendo o material necessário para as investigações", afirmou o subprocurador-geral do Banco Central, Arício Pontes.

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