Gabriela Biló/Estadão; Reprodução; Alessandro Dantas/Agência Estado
Gabriela Biló/Estadão; Reprodução; Alessandro Dantas/Agência Estado

Entenda a briga entre Sérgio Camargo, Allan dos Santos e Olavo

Influenciadores de extrema direita trocam xingamentos nas redes após críticas de Olavo de Carvalho ao presidente Jair Bolsonaro

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2021 | 11h43

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos e o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, protagonizaram uma troca de ofensas nas redes sociais em meio a críticas recentes de Olavo de Carvalho à gestão Bolsonaro. 

Em transmissão online na última segunda-feira,20, Olavo disse que se sentiu usado por Jair Bolsonaro e que a “briga está perdida” para o presidente em 2022. Em resposta, Camargo partiu em defesa do presidente e minimizou o peso das declarações do escritor. “Jair Bolsonaro seria um autêntico conservador ainda que absolutamente nenhum intelectual jamais tivesse escrito um único parágrafo sobre conservadorismo”, escreveu em sua conta pessoal no Twitter. “Nunca precisou e jamais precisará de um "professor". Sigamos! Tempos um país para salvar.”

No Facebook, Olavo rebateu o presidente Camargo: “Esta é a coisa MAIS CRETINA que algum bolsonarista já escreveu”, publicou. Durante a semana, as publicações convergiram para ofensas pessoais. 

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos decidiu também entrar na briga e criticou Camargo. Banido do Twitter por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Santos usou o Telegram para defender Olavo. “O Brasil partiu uma horda de analfabetos que se não estivessem na política, não seriam capazes de ensinar uma única e mísera coisa sequer. Vivem do salário que recebem do Estado e assim que dele sair não serão capazes de organizar um grêmio estudantil. Esse Sérgio Camargo é um deles”, escreveu. ”A idiotice que falou sobre o Prof. Olavo de Carvalho é a prova de que se não fosse o carguinho dele, ninguém nunca saberia quem é esse infeliz”, concluiu.

Neste domingo, 26, Camargo continuou a discussão e compartilhou o texto de Allan no Twitter. “Quem fala de ‘carguinho’ sofre de inveja e interesse contrariado. É oportunista fracassado”, publicou. Também disse que o brasileiro é “majoritariamente conservador” e “nunca leu Olavo de Carvalho, nem assistiu ao Terça Livre”. 

Já o escritor também deixou claro que não sairia da discussão. Sem citar Camargo, fez várias publicações no Facebook sobre a situação no último dia. “O sujeito que se esforça em prol do esquema comunista de poder e ao mesmo tempo assegura que não é comunista encarna o tipo mais sujo e criminoso de agente comunista”, escreveu. 

Olavo diz também ter “entrado em uma briga e vencido”. “Entrei numa briga impossível E VENCI. Será que isso não me deu experiêncis suficiente para ensinar umas coisinhas úteis àquelas belas almas que só apanham?”

O presidente da Fundação Palmares também voltou ao Twitter neste domingo, 26, e continuou os ataques a Olavo e Santos. “Alguém avise certas pessoas que a direita não tem dono e que nós não somos seus escravos”, argumentou. Camargo também disse não precisar de “tutela” ou “chancela” de um “professor e/ou militante”. “É o cúmulo da arrogância alguém achar que não existe conservadorismo autêntico fora do olavismo, como se tratasse de uma marca ou copyright.”

A disputa revela um racha no grupo, que antes orbitava em conjunto o discurso bolsonarista. No mesmo dia em que chamou de “coisa cretina” as afirmações de Camargo, Olavo foi ao Twitter dizer que  votará em Bolsonaro em 2022. “Vou votar no Bolsonaro, espero que todo mundo vote e que ele vença a eleição. Mas tornar-me um puxa-saco e apologista sem senso crítico é coisa que não posso fazer.”

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