Briga no Sul opõe PT e PC do B

Manuela e Maria do Rosário disputam vaga no 2.º turno

Elder Ogliari, O Estadao de S.Paulo

28 de setembro de 2008 | 00h00

A disputa entre Manuela D?Ávila (PC do B) e Maria do Rosário (PT) promete esquentar a última semana da campanha pela Prefeitura de Porto Alegre. Pelas pesquisas eleitorais já divulgadas, as duas brigam pelo direito de enfrentar o candidato José Fogaça (PMDB) na rodada decisiva.Em ligeira desvantagem nas projeções -16%, contra 19% da rival, segundo o Ibope divulgado ontem - Maria do Rosário foi pressionada por correntes internas do PT a ressaltar suas divergências políticas com Manuela. Nos últimos dias, a petista ampliou as críticas à aliança que a comunista fez com o PPS, atribuindo ao partido participação na administração do peemedebista Antônio Britto no Estado (1995 a 1998) e nas gestões atuais de José Fogaça na prefeitura e de Yeda Crusius (PSDB) no Estado. "Quem se faz de aliado de Lula não pode estar coligado ao PPS, que defendeu o impeachment do presidente", argumenta Maria do Rosário.Em outro front da disputa, o PT conseguiu que a Justiça proibisse a utilização da imagem de Lula na propaganda de Manuela desde quarta-feira. E começou a distribuir 5 mil cartazes com a frase "Quem aprova Lula vota em Maria". APOIO FEDERALPara comprovar que tem apoio do governo federal, a petista espera contar com a presença dos ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, no comício de amanhã, no Largo Glênio Peres, no centro da cidade. Manuela rechaça todas as críticas. "É incoerência cobrar de nós por uma aliança igual à que o PT tem em 61 municípios", afirma o coordenador Adalberto Frasson, referindo-se às coligações que os petistas mantêm com o PPS no interior do Rio Grande do Sul. "O PT de Porto Alegre não aprendeu com o Lula, que mostrou que para realizar um projeto é preciso reunir forças."Segundo Frasson, na última semana de campanha Manuela seguirá na estratégia de manter contato direto com os eleitores, nas ruas. O grande momento, que permitirá comparar a mobilização com a dos demais concorrentes, será no Largo Glênio Peres, na quarta-feira. "Continuaremos mostrando que, diante da estagnação da cidade, o povo votou no Fogaça, que não correspondeu, e é hora de renovar a administração", afirma o coordenador de campanha.

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