Briga de galo põe Duda Mendonça no banco dos réus

O juiz da 26ª Vara Criminal do Rio, Joel Pereira dos Santos, aceitou hoje a denúncia do Ministério Público Estadual contra o publicitário Duda Mendonça, o vereador Jorge Luiz Hauat (PT/RJ), o Babu, e mais quatro pessoas por formação de quadrilha, maus tratos contra animais e apologia ao referido crime.Os outros indiciados são sócios e administradores do clube: José Daniel Tosi, industrial de São Paulo, Eduardo José de Arruda Buregio, advogado do Rio, Alberto Juramar Lemos Andrade, engenheiro da Bahia, e Ademir Alamino Lacalle, fiscal de renda aposentado de São Paulo. O grupo foi preso em fragrante por agentes da Polícia Federal na noite de 21 de outubro, quando participavam de um campeonato de rinha de galos, no Clube Privé Cinco Estrelas, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. Todos serão interrogados no dia 14 de março. Ao ser detido, Duda, que é responsável pelo marketing do governo federal, pediu para falar, pelo celular, com o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para desfazer "o mal entendido". Sócio-fundador do clube, o publicitário disse, na ocasião: "O Brasil inteiro sabe que esse é meu hobby. Não estou fazendo nada de errado e ponto final. Nada a declarar". Ele ficou detido com os outros cinco indiciados durante quase 20 horas, na sede da Polícia Federal no Rio. Todos foram liberados após pagarem fiança de R$ 1 mil cada, já que, no entendimento do juiz substituto da 26ª Vara, a soma das penas mínimas das infrações não ultrapassa dois anos. As investigações da PF indicaram que o clube é um dos principais centros de rinhas de galo do País, criado em 1987. No dia da operação, mais de 200 pessoas foram presas. Os agentes apreenderam, no local, cerca de 100 galos, uma parte deles machucados, e panfletos que incentivavam os freqüentadores do clube a realizar apostas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.