Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Braskem determina apuração de suspeita referente a Palocci

Nota do 'Broadcast' e reportagem do 'Estado' na semana passada apontaram que investigadores da Operação Lava Jato apuram suspeita de que a petroquímica da Odebrecht, em sociedade com a Petrobrás, pagou parte das propinas destinadas ao ex-ministro

Luana Pavani, O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2016 | 11h36

A Braskem – petroquímica da Odebrecht, em sociedade com a Petrobrás – diz ter determinado apuração sobre suspeita de pagamento de propinas relacionadas ao ex-ministro Antonio Palocci. A afirmação foi divulgada em nota de esclarecimento à Superintendência de Relações com Empresas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que questionou reportagem do Estadão, da semana passada, de que investigadores da Operação Lava Jato apuram suspeita de que a Braskem pagou parte das propinas destinadas a Palocci, via Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o chamado “departamento da propina da empreiteira”.

Conforme nota do Broadcast dia 29 e reportagem do Estado do dia 30, há indícios, segundo investigadores, de que um dos destinatários finais do dinheiro seria o ex-marqueteiro do PT João Santana, responsável pelas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff (2014 e 2010) e Luiz Inácio Lula da Silva (2006).

"A este respeito, a Companhia informa que, tão logo tomou conhecimento das alegações mencionadas na notícia, determinou que as mesmas fossem devidamente apuradas pelos assessores externos contratados no contexto da investigação independente em curso". A companhia mantém investigações internas sobre suspeitas de atos ilícitos desde março de 2015.

Também nesta segunda, a Braskem anunciou que iniciou diálogos com o Department of Justice (DoJ) e a Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA e "espera resultar em negociações formais de acordo e na resolução das denúncias de irregularidades surgidas no âmbito da Operação Lava Jato."

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