Brasília não quer receber líderes do PCC

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Atos Costa de Faria, rejeitou a transferência de 13 integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para a nova ala da Papuda. E admitiu que há, no Governo do Distrito Federal, um temor de que queiram transformar a Papuda em "receptora da cúpula do crime organizado no Brasil". "Não é conveniente trazer os presos do PCC para a Papuda, porque aqui é a capital federal do País", comentou Faria, antecipando-se à formalização de uma eventual proposta do secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Nagashi Furukawa, que defendeu a transferência desses presos para o DF, nesta semana. Segundo Faria, até o momento não houve qualquer pedido oficial do governo de São Paulo. O secretário do DF observa que, além de sede do governo federal, a capital abriga também inúmeras embaixadas de países com os quais o Brasil têm relações diplomáticas. A presença na cidade de criminosos de alta periculosidade, na avaliação do secretário, poderia facilitar a organização de motins e rebeliões que teriam repercussões no País inteiro e no exterior. Outro receio é que esses criminosos acabem desestabilizando o sistema penitenciário do Distrito Federal que, segundo o secretário Faria, "funciona muito bem e é bastante seguro".A nova ala da Papuda, a ser inaugurada em 3 de julho, está sendo construída para aprisionar criminosos estrangeiros, alvos de pedidos de extradição, como a cantora mexicana Gloria Trevi, presa hoje numa cela da Polícia Federal, e o ex-general golpista do Paraguai, Lino Oviedo, acomodado em uma unidade da Polícia Militar do Distrito Federal.

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