Agência Câmara
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‘Brasília não é o quartel do Ceará’, diz Arthur Lira sobre ataque de Cid Gomes

Deputado afirma que advogados 'estão estudando' reação na Justiça ao senador

Entrevista com

Arthur Lira (PP-AL), deputado federal

Daniel Weterman e Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2019 | 12h13

BRASÍLIA - Acusado pelo senador Cid Gomes (PDT-CE) de ser um "achacador" e fazer o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), refém, o líder do PP na Casa, Arthur Lira (AL), rebateu os ataques do pedetista em entrevista ao Broadcast Político. "Ele não vai ganhar luz aqui em Brasília nas minhas costas. Brasília não é o quartel do Ceará que eles comandam a mão de ferro há 20 anos", disse o deputado.

Veja aqui a entrevista do senador Cid Gomes (PDT-CE).

Arthur Lira, um dos principais líderes do Centrão na Câmara, afirmou que Cid Gomes está querendo ter protagonismo no repasse de recursos do megaleilão do petróleo e anunciou que os partidos do bloco vão processar o senador no Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira, 2, Arthur Lira anunciou que acionou o Conselho de Ética do Senado por causa das declarações do pedetista.

Cid Gomes chamou o sr. de “achacador” e disse que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está refém da sua atuação. Como o sr. responde?

O presidente da Câmara rebateu com muita veemência e está pronto para rebater se ele (Cid) vier aqui no plenário. Nós tratamos dos temas federativos no Brasil com muita responsabilidade e o que ele está sentindo é falta de luz. O famoso chamado Centrão aqui na Câmara tem dado exemplos de nacionalismo, de federalismo, de pautas importantes que estamos votando. É só apontar qual foi o tema de pauta-bomba que o Centrão aqui votou, qual foi o tema de achaque. O que estamos discutindo é como esse dinheiro (da cessão onerosa) será utilizado.

Cid associou o movimento a sua intenção de se candidatar a presidente da Câmara e usou a frase “esses caras a gente tem de matar logo no começo”.

Ele não vai ganhar luz em Brasília nas minhas costas. Brasília não é o quartel do Ceará que eles comandam com mão de ferro há 20 anos. Ele deve estar a serviço de alguém. Tirar 5% do dinheiro dos Estados (da divisão de recursos do megaleilão do petróleo) é proposta do MDB do Senado e ele está sendo só um ventríloquo para querer aparecer nas minhas costas.

Qual vai ser a resposta na Câmara?

Quando ele fala “achacador”, foi ao extremo da ignorância, da irresponsabilidade, então, não vou polemizar. Justiça nele, Conselho de Ética nele e Supremo. Todos os líderes vão entrar com processo contra ele. Foram levianas (as declarações). Aqui, a gente conversa, dialoga, coisa que ele não é acostumado a fazer no Ceará há muito tempo. Os advogados estão estudando.

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