Brasileiros se concentram cada vez mais nas cidades grandes

A taxa de urbanização do Brasil passou de 75,59% em 1991 para 81,25% em 2000, segundo divulgou o IBGE no Relatório de População. Os municípios de mais de 100 mil habitantes, que contavam, em 1991, com 70,8 milhões de pessoas, passaram para 86,5 milhões em 2000. Além disso, os municípios com mais de 500 mil habitantes, que contavam com 38,8 milhões de habitantes no início da década de 90, alcançavam 46,9 milhões em 2000. "Tal crescimento reflete um importante aspecto da tendência de concentração populacional em cidades médias e grandes", diz a pesquisa. Além disso, segundo o estudo, nos dez anos pesquisados os municípios de pequeno porte populacional tiveram "baixíssimas" taxas de crescimento demográfico, sendo de 0,1% ao ano para os municípios com até 5.000 habitantes e 1,1% ao ano para os de 10 mil a 20 mil habitantes. Já as cidades com população entre 50 mil e 100 mil pessoas apresentaram crescimento de 2,4% no período. O relatório divulgado hoje foi desenvolvido em parceria com Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP).Desigualdade está cristalizada no PaísA pesquisa conclui que "o fenômeno da desigualdade está cristalizado na sociedade brasileira, marcando intensamente seu perfil econômico". O Relatório de População do instituto revela que quase um terço da população, ou cerca de 49 milhões de pessoas, vive com até meio salário mínimo per capita. Segundo o IBGE, caso seja somado a esse cálculo o valor referente ao grupo dos sem rendimento, chega-se a uma estimativa de 54 milhões de "pobres". Há também significativas diferenças regionais: enquanto a proporção de pessoas que vivem com até meio salário mínimo de rendimento familiar no Nordeste é de 51%, no Sudeste não chega a 18%.Analfabetos representavam 12,4% da população em 2001 O Brasil contava com 15 milhões de pessoas analfabetas, ou 12,4% da população em 2001, segundo revelou o Relatório de População. O número de analfabetos permaneceu elevado apesar de uma "melhora geral nos níveis de escolaridade" da população na última década, segundo o IBGE. Ainda assim, apenas 34,9% das crianças na primeira infância freqüentam escolas. Por outro lado, houve significativos avanços na escolarização de crianças de 7 a 14 anos, com 96% de freqüência às escolas. Mas entre os jovens, apenas 34,8% dos que têm 18 anos atingem 11 anos de estudo, ou seja, chegam ao ensino superior.

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