Brasileiros participam de 2 novos projetos de seqüenciamento

Mal começaram seu trabalho atual - o seqüenciamento do genoma de uma variante da bactéria Xylella fastidiosa que destrói as videiras da Califórnia - os cientistas da rede de pesquisa genômica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) já foram convidados e começam a participar de dois novos projetos de seqüenciamento de cepas de xilela dos Estados Unidos. O convite é do Joint Genome Institute (JGI), consórcio californiano de laboratórios ligado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda).Nesse caso a missão vai além de meramente seqüenciar o genoma das duas variantes, uma que ataca a amendoeira e outra que se instala na Nerium oleander, uma planta ornamentalpopularmente conhecida como espirradeira ou oleandro, afirma Marie-Anne van Sluys, do Departamento de Botânica do Institutode Biocências da Universidade de São Paulo (USP), uma das coordenadoras do projeto da xilela da videira. "Isso (o seqüenciamento) os pesquisadores do JGI já fizeram", diz a pesquisadora.O que os cientistas brasileiros da Organização para Seqüenciamento e Análise de Nucleotídeos (Onsa) vão fazer, explica Marie-Anne, é montar a estrutura do genoma dessas duas bactérias. Ou seja, os pesquisadores vão identificar, entre asmilhões de "letras químicas" (pares de bases) que compõem o DNA dessas bactérias, as receitas que regulam a produção de proteínas. "Em novembro passado, o JGI terminou ´rascunhos de alta qualidade´, contendo 95% das seqüências genéticas dessas duas variedades da xilela", diz Marie-Anne. "Agora, além de concluí-lo, vamos analisar e interpretar os dados brutos fornecidos pelos pesquisadores californianos."

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