Brasileiros ainda são hostilizados em Albina, no Suriname

Apesar da ordem de retorno à normalidade, a recomendação dos policiais é para que brasileiros evitem o local

Agência Brasil

03 de janeiro de 2010 | 16h28

Neste domingo, os poucos brasileiros que ainda circulam na cidade de Albina, localizada a 150 km da capital do país, continuam sendo hostilizados. A ordem de retorno ao clima de normalidade, determinada pelo governo do Suriname, ainda não foi seguida e a recomendação dos policiais é para brasileiros que evitem o local. As imagens são desoladoras: construções incendiadas e lojas fechadas.

 

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Desde o conflito do último dia 24, quando "marrons" (como são chamados os quilombolas no país) atacaram brasileiros, chineses e javaneses com agressões físicas, estupros e depredações, os brasileiros foram retirados da região Albina. A maioria está hospedada em hotéis na capital do Suriname, alguns foram para casa de amigos e um pequeno grupo retornou ao Brasil.

 

Na capital do Suriname, os brasileiros podem andar pelas ruas e frequentar o comércio, sem restrições nem agressões verbais. Porém, os que viviam em Albina querem retornar para a cidade e manter as atividades que desempenhavam - basicamente exploração de garimpo e comércio.

 

Em conversas com diplomatas, o grupo que está hospedado em Paramaribo demonstrou interesse em permanecer no Suriname. O objetivo dos homens e mulheres é economizar dinheiro, a partir da exploração do garimpo, para só depois retornar ao Brasil.

 

Paralelamente o governo brasileiro vai definir até o final desta semana se haverá envio de ajuda financeira aos brasileiros, que foram retirados da região de Albina, e a possibilidade de reencaminhá-los para a área com apoio logístico e de segurança.

 

Os brasileiros que retornaram ao Brasil receberam US$ 100 e uma muda de roupa. De acordo com diplomatas, as despesas com dinheiro e roupas estão incluídas na assistência consular. Os gastos de hospedagem, alimentação e vestimentas, além de hospital e medicamentos, são custeados pelo governo brasileiro. No total cerca de US$ 40 mil foram gastos. As informações são da Agência Brasil.

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