Brasileiro se afasta do programa de combate à aids da OMS

Alegando motivos particulares, o brasileiro Paulo Teixeira pediu demissão da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele coordenava o programa nacional de combate à aids até o ano passado e foi levado à agência de saúde da ONU para aplicar o modelo brasileiro de tratamento do HIV pelo mundo. Segundo ele, a decisão de se afastar do cargo de diretor do departamento de aids da OMS não teve qualquer motivo político. Teixeira explica que está deixando a entidade por "motivos pessoais e de saúde".O brasileiro ganhou fama internacional ao executar no Brasil, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, medidas que tornaram o acesso gratuito aos remédios de combate à aids para as pessoas infectadas pelo vírus, serviço que até então apenas os países ricos conseguiam oferecer. Em meados do ano passado, o novo diretor da OMS, Jonk Wook Lee, fez uma pedido ao ministro da Saúde, Humberto Costa, para que Teixeira fosse "emprestado" à entidade para que o ajudasse a montar uma nova estratégia mundial para o combate à doença.O brasileiro iniciou um trabalho para conseguir que, até 2005, 3 milhões de pessoas fossem beneficiadas pelo tratamento gratuito. "Já conseguimos implantar o projeto em 40 países. Estamos ainda no início, mas estamos vendo uma transformação história no tratamento da aids", afirmou Teixeira. O brasileiro disse que permanecerá na OMS até julho, quando completará um ano em Genebra. O departamento de aids da OMS passará a ser chefiado pelo norte-americano Jim Kim, que até agora era o assistente pessoal do gabinete de Lee. Teixeira afirma que voltará para o Brasil e, provavelmente, para o governo como uma espécie de coordenador internacional do programa de aids do País.

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