Brasileiras estão entre as que mais morrem em parto na AL

O Brasil só é superado na América Latina por Bolívia, Peru e Haiti no que se refere ao número de mulheres que morrem ao dar à luz. As informações são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas Para a Infância (Unicef). Segundo um estudo a ser publicado nesta segunda-feira, mulheres de países pobres têm 175 vezes mais chances de morrer no parto do que de países ricos. Segundo as agências da ONU, 8.700 parturientes morreram no Brasil em 2000, ou seja, morreram 260 de cada 100 mil. O número é bastante inferior ao de países como Angola, onde morrem 1.700 a cada 100 mil. Mesmo assim, é quarto maior índice da América Latina. No Haiti, a taxa é de 680 mortes; na Bolívia, de 420 mortes e, no Peru, 410. Para se ter uma idéia do restante da América Latina, no Equador, o número de mortes é de 130 para cada 100 mil nascimentos; no México, 83 e em Cuba, 33. A situação no Brasil era, em 2000, pior que a do Vietnã, Azerbaijão e Iraque. Mas a grande preocupação da ONU é mesmo com os países africanos. Em alguns locais da África, uma a cada dez mães corre o risco de morrer durante parto. Para a OMS, a maioria das mortes poderia ser evitada se todas as mulheres tivessem ajuda de enfermeiras treinadas durante gravidez e parto. "Muitas dão à luz sozinhas ou apenas com membros de sua família em volta", afirma Jong Wook Lee, diretor da OMS.

Agencia Estado,

19 Outubro 2003 | 22h36

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