Brasileira terá menos filhos e será mãe mais jovem em 2030

Em 2030, brasileiro terá menos filhos e gravidez deverá ter aumento entre as mulheres jovens, na faixa etária até 24 anos, revela estudo Indicadores Sociodemográficos Prospectivos para o Brasil 1991-2030, projeto inédito do IBGE, em parceria com o Fundo de População da ONU, divulgado nesta quinta-feira.A taxa de fecundidade na média do País cairá para 1,59 filho por mulher em 2030, ante 2,02 filhos por mulher em 2005 e 2,41 filhos por mulher em 2000. As mais baixas taxas de fecundidade em 2030 estarão concentradas nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, variando entre 1,20 filho por mulher (Rio de Janeiro), e 1,72 filho por mulher (Espírito Santo). Os mais elevados estarão na Região Norte, com destaque para Amapá (2,75 filhos por mulher), Roraima (2,73) e Acre (2,06), Os estados do Ceará e Pará deverão possuir as mais reduzidas taxas de fecundidade das Regiões Nordeste e Norte (1,75 filho por mulher). Em São Paulo, a taxa de fecundidade será de 1,35 filho por mulher em 2030, com redução em relação a taxa de 2,11 apresentada em 2000 e de 2,11 registrada em 2005.Entre 2000 e 2030, a idade média da fecundidade diminuirá em quase três anos no Ceará, São Paulo e Rio Grande do Sul, segundo o documento. No mesmo período, à exceção do Espírito Santo, todas as demais unidades da federação das regiões Sudeste e Sul experimentarão reduções de mais de dois anos. No Centro-Oeste, apenas o Distrito Federal apresentará uma diminuição significativa na idade média da fecundidade, ao passar de 26,10 anos, em 2000, para 23,92 anos, em 2030. No Nordeste, os estados do Maranhão e Piauí, com um rejuvenescimento da fecundidade em torno de 1,6 ano, contrastarão com os outros sete estados, para os quais projetam-se reduções que superam os dois anos. Na região Norte, somente o Amapá passaria pelo processo de rejuvenescimento da fecundidade, com deslocamento da idade média em, aproximadamente, 2,5 anos.Mortalidade infantilAs taxas de mortalidade infantil médias para os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal estarão em torno de 8 por mil (oito mortos até um ano de idade para cada mil nascidos vivos) em 2030, contrastando com as projetadas para Maranhão e Alagoas, respectivamente, 16,10 por mil e 19,40 por mil. Em São Paulo, a taxa de mortalidade infantil média atingirá 7,8 por mil.As taxas projetadas serão bem inferiores às apuradas em 2005 que, no caso do Brasil, era de 25,88 por mil e na região Sudeste, por exemplo, atingia 18,90 por mil. De acordo com o estudo, a taxa de mortalidade infantil do Brasil, em 2005, coloca o País na 98º posição no ranking dos países ou áreas com as mais baixas taxas estimadas pelas Nações Unidas. Neste caso, a Islândia e o Japão lideram a lista, com taxa de 3,2 por mil. Em 2000, o Brasil, com o indicador estimado em 30,43 por mil, ocupava o 100º lugar.Segundo a pesquisa, apesar de o Brasil ter melhorado duas posições no ranking , países como Chile, Cuba e Porto Rico, "apenas para ilustrar o contexto latino-americano e caribenho", já apresentam nesta primeira década do século 21 taxas inferiores a este valor. A taxa média de mortalidade projetada para o País em 2030 garante, ao menos se considerada a média nacional, o cumprimento do Quarto Objetivo do Milênio, que tem como meta a redução em dois terços, até 2015, da mortalidade na infância verificada ao começo da década de 1990.Em 2030, todos os Estados das regiões Sudeste, Sul e mais os Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul apresentarão taxas de mortalidade infantil inferiores ou iguais a 10 por mil, ou dez óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos. A taxa média do Brasil será de 11,53 por mil, segundo o estudo Indicadores Sociodemográficos Prospectivos para o Brasil 1991-2030, projeto do IBGE, em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (ONU), divulgado há pouco.Expectativa de vidaA expectativa de vida dos brasileiros em 2030 será de 78,3 anos, segundo mostra o estudo Indicadores Sociodemográficos Prospectivos para o Brasil 1991-2030, projeto inédito do IBGE, em parceria com o Fundo de População da ONU, divulgado nesta quinta-feira. Em 2005, a expectativa média de vida no País era de 72,05 anos. A expectativa em 2030, segundo o estudo, refletirá a realidade dos Estados de maior desenvolvimento econômico e social.Enquanto os Estados do Maranhão e Alagoas possuirão esperanças de vida de pouco mais de 75 anos - 75,7 e 75,16 respectivamente -, em Santa Catarina (79,76), no Distrito Federal (79,63) e no Rio Grande do Sul (79,59) as respectivas vidas médias projetadas ultrapassarão os 79,50 anos. Em São Paulo, a esperança de vida, em 2030, será de 79,41 anos.O estudo mostra também que, ainda que apontando para uma diminuição, as diferenças entre as vidas médias de homens e mulheres, a favor do sexo feminino, permanecerão relativamente elevadas até 2030, como mostram os resultados para as seguintes unidades da federação: Amapá (7,29 anos a mais de vida para as mulheres em relação aos homens), Maranhão (7,38 anos), Ceará (7,64 anos), Rio Grande do Norte (7,17 anos), Alagoas (7,50 anos), Rio de Janeiro (7,46 anos) e São Paulo (7,21 anos).Segundo avaliam os técnicos responsáveis pelo estudo no documento de divulgação, os aumentos nas esperanças de vida da população residente em Estados como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, "poderiam ter sido mais animadores, se não fosse a incidência de elevadas taxas de mortalidade por causas externas sobre o segmento populacional composto por jovens e adultos jovens do sexo masculino". Brasil, América Latina e CaribeA esperança de vida no Brasil em 2005 (72,05 anos) coloca o Brasil "em situação um tanto quanto desconfortável, comparativamente aos países latino-americanos e caribenhos", segundo o estudo do IBGE em parceria com a ONU. O documento cita exemplos como Costa Rica (78,10), Chile (77,90), Cuba (77,20), Porto Rico (76,00), Uruguai (75,30), Guiana Francesa (75,20), Barbados (74,90), México (74,90), Panamá (74,70), Argentina (74,30), Equador (74,20), Venezuela (72,80), Santa Lúcia (72,30), Colômbia (72,20), que em 2005 possuíam esperanças de vida superiores a do Brasil.De acordo com as estimativas apresentadas pelas Nações Unidas para o período 2000-2005, o Brasil ainda ocupa a 80ª posição no ranking de 192 países ou áreas no que diz respeito à esperança de vida, liderado pelo Japão, com 81,90 anos de vida média para sua população.

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