Brasil vai comprar mais de 70 genéricos de Cuba

Cuba vai exportar para o País dentro de seis meses pelo menos 70 medicamentos genéricos ainda não disponíveis nas farmácias brasileiras. "O governo cubano crê no processo de integração da América Latina como um todo e, por isso, nossa relação com o Brasil tem caráter estratégico", disse nesta sexta-feira o embaixador de Cuba no Brasil, Jorge Lezcano Péres.Ele esteve no Rio para anunciar um convênio com o laboratório privado Enila, que já distribui vacinas cubanas contra meningite e hepatite B. De acordo com o diretor-superintendente do laboratório, Marcio D´Icarahy, os genéricos produzidos em Cuba chegarão ao mercado brasileiro com preços 50% a 60% inferiores aos dos medicamentos de marca."Em um mundo globalizado, não é possível que um país sozinho enfrente blocos econômicos tão poderosos como o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) ou a União Européia", disse o embaixador cubano."Por isso vemos com simpatia o Mercosul e a posição do Brasil. Também por isso estamos fechando esse convênio com o setor privado, que tem o objetivo de colocar nossa tecnologia à disposição do Brasil."O diretor do Enila não quis informar o nome dos medicamentos - serão cerca de cem genéricos, dos quais 70 ainda inexistentes no mercado, segundo D´Icarahy. Ele disse apenas que os remédios deverão ser para doenças como diabete, hipertensão, câncer e aids.O prazo de seis meses é a estimativa do laboratório para a conclusão dos trâmites de importação, adequação de embalagens e realização dos testes de bioequivalência exigidos pelo Ministério da Saúde."Hoje estamos falando de produtos genéricos, mas amanhã poderão ser outros em áreas diferentes, e não apenas na de saúde", disse o embaixador. Segundo ele, a exportação de produtos farmacêuticos rendeu à Cuba US$ 200 milhões no ano passado.O laboratório Knoll lançou um site (www.genericos.com.br) para orientar consumidores sobre os medicamentos disponíveis no mercado. A página explica o que são os genéricos e traz a relação dos remédios já liberados, classificados por princípio ativo, indicação, referência de marca e laboratório fabricante.

Agencia Estado,

03 de março de 2001 | 00h08

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