Brasil tratará cem aidéticos em Burundi

O Brasil assinou, nesta terça-feira em Genebra, um acordo com o governo do Burundi para o tratamento de cem pacientes contaminados com o vírus da aids no país africano. Trata-se do primeiro acordo desse tipo entre o governo brasileiro e um governo africano e custará aos cofres públicos US$ 100 mil, cerca de R$ 360 mil.Em evento que contou com a presença do ministro da Saúde, Humberto Costa, o Brasil concordou em enviar ao Burundi recursos financeiros, assistência técnica e lotes de remédios genéricos que fazem parte do coquetel contra a aids. Todos os oito produtos que fazem parte do lote são de fabricaçãobrasileira, garante o Ministério da Saúde.A Aids é um dos principais problemas sociais no Burundi e o ritmo de contaminação, em vez de cair, está aumentando nos últimos anos. Já as pessoas contaminadas sofrem com a falta de recursos públicos para que possam ter acesso aos remédios.Não é a primeira vez que o Brasil assina um acordo como o que foi realizado esse. No final do ano passado, o governo já havia concluído tratados semelhantes com o Paraguai, Colômbia e El Salvador. O acordo assinado em Genebra, porém, foi o primeiro entre Brasília e um país africano. A escolha da cidade suíça como local para a conclusão do entendimento foi feita diante da inexistência de embaixadas do Brasil no Burundi. Os primeiros lotes de remédios poderão chegar ao país africano já nas próximas semanas e serão monitorados por uma ong local, a ANSS. O acordo terá a duração de um ano, podendo ser renovado pelo governo brasileiro. Além do Burundi, outros países como a Namíbia e República Dominicana deverão ser beneficiados pela ajuda do Brasil nos próximos meses. Outros, como a Guiana, Moçambique e Quênia, devem também concluir acordos com o País no futuro.No total, o governo do Brasil espera ajudar mil pessoas contaminadas pela aids em dez países sem a capacidade para fornecer o tratamento gratuito à sua população. O gasto previsto é de US$ 1 milhão em um ano.

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