'Brasil tem pressa', diz ministro do STF sobre definição do rito do impeachment

Luís Roberto Barroso afirma que regras têm de ser claras. Para ele, rito do impeachment é uma necessidade para o País e não uma questão de interesse de integrantes do governo ou da oposição

Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2016 | 17h59

Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou na tarde desta terça-feira, 8, que “o Brasil tem pressa” para definir o rito do impeachment no Congresso Nacional. O ministro disse que a urgência não é uma questão de interesse do governo ou da oposição, mas de necessidade para o País.

"O rito do impeachment não é questão de governo ou de oposição. O País tem pressa em definir esse processo", afirmou o ministro. "Não sou eu, não é o governo, não é a oposição que tem pressa. É o País que tem pressa. Tem que ter regras claras."

Relator do processo que definiu o caminho do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso, Barroso concluiu hoje a publicação do acórdão sobre o julgamento do processo. A exposição da ementa abre o prazo para a interposição de novos recursos além dos já apresentados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Em uma ação em várias frentes na investida contra Dilma, a oposição já estuda apresentar novos embargos que endossem os já interpostos pela Câmara. Eles terão até segunda-feira da semana que vem para apresentar novos recursos.

O presidente da Câmara já deixou claro que não irá dar andamento ao pedido de impeachment contra Dilma enquanto os embargos não forem julgados. Cunha também afirmou que a Câmara ficará “paralisada” até que o STF esclareça os pontos questionados por ele e dê a última palavra sobre o caso.

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