Brasil tem piores índices de participação feminina no Legislativo

Brasil está em 106º lugar, em lista de 189 países; em Ilhas do Pacífico e países árabes não há mulheres no poder

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2009 | 17h45

O Brasil tem um dos piores índices de participação de mulheres no Poder Legislativo em todo o mundo. Um levantamento da União Interparlamentar concluiu que apenas 9% dos eleitos são mulheres no País. O Brasil, ocupa a 106.ª posição entre 189 países avaliados, mas com uma das taxas mais baixas registradas.  Veja também:Brasil tem menos mulheres no poder que média mundialÀ margem do poder: cultura e sistema afastam mulheres da política Em média, as mulheres ocupam 18,3% das cadeiras nos parlamentos no mundo, o dobro da média brasileira. Desde 1995, o número de mulheres parlamentares aumentou em 60% no planeta. Em 2008, o número atingiu um recorde. Em 32 países, mais de um terço dos eleitos são mulheres. A ONU quer que pelo menos um a cada três deputados sejam mulheres. Em Ruanda, são mais de 50%, contra mais de 40% na Suécia e Cuba, os três primeiros colocados no ranking. Em Angola, 37% do Congresso é composto por mulheres.  O Brasil está ainda bastante distante da média latino-americana, onde 26% dos lugares nos Congressos são ocupados por mulheres. Só os países nórdicos tem taxas mais altas que a América Latina. Quênia, Benin, Marrocos, Mali e Síria contam com mais mulheres nos parlamentos que o Brasil. Mas em nove países, o Poder Legislativo não conta com mulheres, especialmente nos países árabes e nas ilhas do Pacífico.

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