Brasil sela acordo de reforma agrária com Venezuela

O governo brasileiro vai assinar amanhã, em Boa Vista, um termo de ajuste com a Venezuela para a troca de experiência no setor de reforma agrária. Um dos objetivos é resolver o tráfego de garimpeiros na fronteira dos dois países. "Estamos dando um passo importante para resolver o problema do fluxo de garimpeiros na região", disse por meio de sua assessoria o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungman.O ministro explicou que o objetivo é repassar informações para os técnicos da Venezuela sobre o projeto nacional de distribuição de terras e recursos para as famílias assentadas. O governo da Venezuela quer conhecer também o procedimento de cadastro de propriedades destinadas às famílias de agricultores.Este acordo entre Brasil e Venezuela vem sendo alinhavado desde a semana passada, quando Jungman e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Sebastião Azevedo, estiveram reunidos com autoridades da Venezuela. Na prática, os técnicos brasileiros vão repassar os procedimentos de reforma agrária adotados pelo Brasil. Serão detalhados, por exemplo,a montagem do banco da terra e do sistema único de registro de terra. O acordo prevê também a troca de experiências sobre questões ambientais.O termo de ajuste vai ser assinado pelos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Hugo Chaves, na subestação Monte Cristo 3, da Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). Jungman vai aproveitar a presença de Fernando Henrique e Chaves em Boa Vista para fechar o acordo da reforma agrária.Para o ministro, os problemas que ocorrem na fronteira dos dois países são semelhantes aos verificados entre os territórios brasileiro e paraguaio. "Os problemas da Venezuela são bem semelhantes aos que temos no Brasil", afirmou Jungman por meio da assessoria. Outra questão que vem merecendo atenção do governo brasileiro é o fluxo de garimpeiros naquela região. A assessoria do ministro Jungman acredita que esta cooperação poderá ajudar a resolver este problema.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.