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Brasil quer ser País de classe média, afirma Dilma no Panamá

Presidente usou parte da sua fala no Fórum Empresarial das Américas, no Panamá, para defender ajuste fiscal para recuperar as contas públicas

Lisandra Paraguassu, enviada especial de O Estado de S. Paulo

10 Abril 2015 | 17h45

CIDADE DO PANAMÁ - A presidente Dilma Rousseff usou parte da sua primeira fala no Fórum Empresarial das Américas, para defender o ajuste fiscal que o governo tenta implementar para recuperar as contas públicas e afirmou que o maior objetivo do Brasil é se transformar em um grande país de classe média. "A grande mudança que o Brasil deseja é se transformar em um grande país de classe média. Esse é o grande objetivo da nação brasileira", afirmou.

Garantir um padrão de vida de classe média, afirmou, é garantir não apenas melhores salários mas a capacidade de crescimento do país e a educação para a população. "Educar é o único jeito de assegurar que a transformação e a inclusão social sejam permanentes. O Brasil tem desafios de sair do atraso e avançar para o futuro. A educação combina isso tudo. O passo além só se dá se apostamos na educação, na formação científica e tecnológica e acompanharmos o que há de melhor no mundo", disse. 

Dilma participou de uma sessão de perguntas organizada pelo Fórum de empresários, junto com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, do México, Enrique Peña Nieto, e do Panamá, Juan Carlos Varela. Respondendo a empresários latino-americanos e brasileiros, a presidente disse ainda que o Brasil precisou adotar medidas anticíclicas nos últimos anos para evitar que tivesse uma "queda forte" do emprego e na renda. "Esgotamos nossa capacidades dessas medidas e agora temos de fazer todo um reequilíbrio para continuar crescendo", explicou. 

A presidente defendeu, ainda, que a integração na América Latina é a parte essencial da retomada do crescimento na região e no Brasil. "A integração regional das nossas economias expande as nossas fronteiras e nossas oportunidades. Abertura comercial e desburocratização são coisas essenciais", disse. 

Ao falar da desburocratização e a necessidade de o governo prestar contas à população, Dilma defendeu que esse processo não apenas garante transparência, mas um investimento mais efetivo dos recursos públicos. "Eu concordo com o presidente Obama que tanto a nossa capacidade de prestar contas mas também a capacidade de garantir transparência e efetiva destinação do dinheiro público para aquilo que ele foi destinado, ou seja, o combate sistemático a malfeitos e a processos de corrupção, garante também maior eficiência do sistema público em qualquer país". 

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