Brasil 'prova roupa de potência global', diz jornal argentino

Para diário argentino, descoberta de campo de Tupi renovou aspirações brasileiras.

BBC Brasil, BBC

14 de novembro de 2007 | 09h25

A descoberta do campo de petróleo de Tupi, anunciada na semana passada, "é a confirmação de que se cumpriu o velho desejo, marcado a fogo nos dirigentes brasileiros, de (o Brasil) ser um ator de peso a nível planetário", afirma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal econômico argentino El Cronista Comercial.O texto, intitulado "O Brasil começa a provar sua nova roupa de potência global", diz que entre as aspirações do governo brasileiro estão "um ingresso próximo à Opep (o grupo dos maiores exportadores de petróleo) e a intenção de integrar o seleto grupo dos países mais industrializados do mundo".A reportagem comenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a passagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pelo Brasil nesta semana para pleitear novamente a inclusão do país no Conselho de Segurança, sustentado, segundo o jornal, "fazendo pesar as novas riquezas descobertas, que está em risco a legitimidade do organismo".O jornal comenta também que o pedido do país para ingressar no grupo das nações mais industrializadas do mundo "é respaldado pelas finanças globais"."Bancos de renome internacional argumentam que as crises financeiras são mais globais do que nunca e que se requer o Brasil na mesa de diálogo para melhorar as possibilidades de êxito dos esforços multilaterais", diz a reportagem.O jornal observa ainda que a descoberta do campo de Tupi não fará o Brasil abandonar a defesa dos biocombustíveis e sua "aliança do etanol" com os Estados Unidos, permitindo ao Brasil "incrementar o papel de jogador global ao se transformar em um provedor alternativo de combustíveis para os Estados Unidos e aliviar sua dependência do petróleo de Estados 'hostis'".A reportagem comenta também que "Lula sabe que além de ter uma indústria pujante, uma demografia continental e recursos naturais, também é necessário para ser uma potência mundial ter poder militar"."Por isso, para 2008 haverá um notável aumento dos gastos destinados a adquirir armamento. O Brasil planeja aumentar em 50% seus gastos militares ao embarcar em projetos de renovação de submarinos, fabricar mísseis e comprar aviões", afirma o jornal.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.