Brasil precisa reverenciar heróis, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou indiretamente hoje a sua discordância com os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) em relação à revisão da Lei de Anistia para apurar e punir crimes de tortura durante a ditadura militar.

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

22 de junho de 2009 | 23h09

Numa homenagem ao militante comunista histórico e fundador do PT Apolônio de Carvalho, realizada pelo consulado da França no Rio, Lula afirmou que o Brasil precisa reverenciar resistentes e perseguidos como heróis, em vez de identificar e punir os algozes. Grande incentivador de Lula, Apolônio morreu em 2005.

"Ultimamente, ando com umas divergências com alguns companheiros meus. A gente fica chorando muito a morte dos nossos mortos e não os transforma em heróis. A gente fica apenas querendo condenar os algozes e não transforma (eles) em heróis. Precisamos transformar o Apolônio num herói. O Brasil é um País sem herói", discursou Lula, ao lado da viúva de Apolônio, Renée de Carvalho, que é francesa.

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