Brasil precisa exportar produtos de valor agregado, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em pronunciamento na visita à fábrica da Samsung, em Campinas, que o Brasil precisa se transformar em um grande exportador de produtos com valor agregado. "O Brasil não pode ser exportador de produtos in natura de minérios, de soja ou de milho. É importante exportar isso, mas uma pecinha deste celular (mostrando o celular que ganhou de presente da Samsung) vale por uma tonelada de soja. O Brasil precisa se transformar num grande exportador de conhecimento e num grande exportador de alta tecnologia", afirmou o presidente.Dirigindo-se aos funcionários da empresa, o presidente recomendou que eles não parem de estudar. "O mundo do futuro não vai comportar quem não estiver preparado para o mercado de trabalho. Vai exigir conhecimento e qualificação". Lula repetiu que o Brasil vai crescer de forma sustentável e ressaltou o compromisso de recuperar a dívida com a juventude nos últimos 20 anos, de geração de empregos. "Se não fizermos isso estaremos correndo risco de perder essa juventude para o crime organizado e o narcotráfico", afirmou. Muito mais investimentoHoras antes, ao inaugurar hoje a Estação de Tratamento de Esgoto de Campinas, Lula disse que, em 18 meses, o governo investiu 14 vezes mais do que tudo que foi investido no último mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "A cada real é uma economia de R$ 4,00 de investimento na área de saúde", afirmou. Segundo ele, neste ano o governo colocou R$ 4,6 bilhões em saneamento. "Não é pouca coisa. É mais do que foi investido em 95".Em discurso otimista sobre o crescimento do País, que será "sustentável e duradouro", o presidente disse que espera chegar ao final do ano com a economia, o emprego e a massa salarial crescendo. "Isso é bom para mim, bom para vocês. Mas tem gente que odeia que essas coisas estejam acontecendo, porque tem gente que torcia que na hora que ganhássemos as eleições, que o Brasil ia acabar", disse Lula, ressaltando que o País nunca teve um respeito e auto-estima que está tendo agora. "Quero provar que um metalúrgico é capaz de fazer muito mais do que a elite fez durante 500 anos". Ele elogiou o Congresso Nacional, ressaltando que o governo deposita esperança na Câmara e no Senado, que até agora colaboraram para que o Brasil não se ressinta de leis que possam facilitar a governabilidade.

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