Brasil poderá trazer mais gás da Bolívia

O presidente Fernando Henrique Cardoso deixa amanhã a Bolívia com um compromisso informal de acesso a uma cota maior de gás natural daquele país. A elevação das transferências do produto - o principal insumo para as termoelétricas que o governo espera ver instaladas no País nos próximos dois anos - não consta do documento que ele e o presidente da Bolívia, Hugo Banzer, assinaram hoje na instalação de processamento de gás da Petrobras, no sul do país. O texto deixa claro que, no rastro da crise energética brasileira, o governo boliviano conseguiu obter do Brasil aval a todos os seus projetos nas áreas energética e de infra-estrutura, que dependerão de investimentos e financiamento brasileiros. A única concessão formal do governo boliviano foi definir como prioritário o projeto de construção de um novo gasoduto entre Yacuíba, onde estão as duas reservas de gás da Petrobras, e Rio Grande, onde começa o duto que se estende até o interior do Brasil.As obras dos 450 quilômetros do gasoduto deverão ser tocadas pela própria Petrobras e por suas parceiras nessas jazidas, a Total e a Andina. Juntas, essas empresas vão investir US$ 300 milhões no empreendimento, cuja conclusão está prevista também para 2003. Poderá, portanto, tornar viável a transferência da cota máxima de gás ao Brasil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.