Brasil pode retaliar empresas canadenses

O governo acredita ter um amplo arsenal caso entre em uma guerra comercial com o Canadá, como chegou a ameaçar o presidente Fernando Henrique Cardoso nesta quinta-feira. Além da suspensão pura e simples da importação de produtos canadenses, já defendida pelo ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, existem instrumentos para tornar o processo de fiscalização alfandegária mais rigoroso e outros para atrapalhar os negócios das empresas canadenses de telecomunicações. O governo poderá se valer da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), do contrato de concessão e das regras do Serviço Móvel Pessoal (SMP) para retaliar as empresas canadenses que estão operando no País. Um técnico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que o rigor da fiscalização sobre a Bell Canadá, Telesystem International Wireless (TIW) e Nortel do Brasil poderia ser o principal trunfo do Palácio do Planalto. Além disso, as regras para aquisição de equipamentos poderiam ser interpretadas com mais dureza. O impacto de uma guerra comercial teria um custo muito maior para o Canadá, pois as exportações canadenses para o Brasil são mais elevadas do que as vendas brasileiras para o Canadá.

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