Brasil pode defender-se de surto de antraz

O Ministério da Saúde informa que tem, em Brasília, um Núcleo de Respostas Rápidas em Emergências Epidemiológicas, vinculado à Fundação Nacional de Saúde, que está preparada para atuar em caso de guerra bacteriológica ou surto de algum tipo de doença, inclusive da bactéria do antraz.Segundo assessores de fundação, 20 técnicos estão sendo treinados pelo Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, nos Estados Unidos - o maior centro de controle de doenças transmissíveis no mundo -, para agir em casos de epidemia.Esses técnicos em treinamento nos Estados Unidos indicarão o que tem de ser feito para controlar um eventual surto no Brasil.Eles orientarão ainda como colher amostras de sangue que serão enviadas aos laboratórios para o diagnóstico exato da doença que atinja a região.Após o diagnóstico são desencadeadas as demais ações de saúde. A FNS não está realizando trabalhos de prevenção especificamente em relação a bactéria do antraz, que já matou um homem na Flórida, na semana passada, e contaminou mais duas pessoas.O Núcleo de Respostas Rápidas é preparado para atuar em todo tipo de epidemia e funciona como uma espécie de braço da Defesa Civil na Saúde. Há pessoas com funções específicas para serem convocadas de imediato, em caso de calamidade.Como o Ministério da Saúde descentralizou as ações de controle de doenças, caso haja algum surto, a Funasa tem autonomia para, de imediato, convocar, por até 90 dias, os cerca de 26 mil servidores que estão prestando serviço nos Estados e municípios.Estes servidores atenderão as vítimas na área afetada. A Funasa ressalta, no entanto, que não há motivos para se ter maiores preocupações no País em relação ao antraz.A bactéria, conforme explicaram técnicos da fundação, normalmente ataca animais e é muito raro atingir pessoas.Esses técnicos alertam, ainda, que só a bactéria manipulada em laboratório ataca o pulmão, tornando-se letal para humanos.A vacina contra essa bactéria não é comum, de acordo com a Funasa, justamente por praticamente inexistirem casos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.