Brasil pede pressa em nome para comércio

Amorim encontra Hillary e defende prioridade para novo representante

Patrícia Campos Mello, O Estadao de S.Paulo

26 de fevereiro de 2009 | 00h00

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, falou ontem à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, sobre a preocupação do Brasil com as cláusulas protecionistas Buy American e passou uma mensagem: quer que os Estados Unidos deem prioridade ao próximo representante de Comércio. O Buy American integra o pacote econômico do presidente Barack Obama e dá preferência ao mercado interno nas compras governamentais.O representante de Comércio dos EUA, oficial encarregado das negociações do setor, já foi escolhido - é o ex-prefeito de Dallas Ron Kirk. Mas seu nome não foi confirmado pelo Senado. O secretário de Comércio, Gary Locke, só foi anunciado ontem, depois de dois nomes que não se confirmaram. Portanto, mais de um mês após a posse de Obama, a área comercial dos EUA está sem coordenação."Sabemos que o processo é longo, mas será complicado enquanto não houver um representante de Comércio", disse o ministro em Washington, após se encontrar durante 40 minutos com Hillary no Departamento de Estado. Segundo Amorim, sem ter um representante do setor, é difícil combater o protecionismo. Pelo seu relato, Hillary reagiu de forma positiva, mas não se comprometeu com nenhuma mudança.O encontro dos dois faz parte dos preparativos para a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Obama, em 17 de março, em Washington. Devem fazer parte da agenda dos dois presidentes questões como energia, mudança de clima, combate à fome, G-20 e crise financeira.CÚPULAAmorim e Hillary também discutiram os preparativos para a Cúpula das Américas, entre 17 e 19 de abril, em Trinidad e Tobago, após a reunião do G-20 em Londres, em 2 de abril. "Disse a Hillary que não existe solução única para todos, uma homogeneidade, coisa que se tentou fazer no passado sem sucesso", disse Amorim, sobre a política americana para a região. Ele falou, por fim, da importância da nova relação dos EUA com Cuba.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.