Brasil participa de novos testes de vacina antiaids

Os brasileiros vão participar, pela terceira vez, de testes para uma nova vacina contra a aids. Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, o estudo analisa a eficácia de um imunizante que, em macacos, conseguiu evitar ou retardar a infecção pelo HIV. Produzida a partir de pedaços do adenovírus (vírus do resfriado comum) e do HIV, a vacina provoca uma resposta do sistema de defesa do organismo, que passa a reconhecer o vírus da aids como invasor. "A primeira fase da pesquisa em seres humanos apresentou resultados promissores", diz o coordenador dos testes no Rio, o infectologista Mauro Schechter, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa, realizada em cinco locais no mundo, chega à segunda fase, na qual será testada a resposta imunológica à vacina. Segundo Schechter, se em humanos a vacina responder com a mesma eficácia apresentada nos macacos, será possível dar um importante passo na redução do número de pessoas que desenvolvem a doença. "Ainda que não represente uma cura, pode causar uma modulação da infecção. Com isso, mesmo que organismo seja contaminado pelo vírus, é em quantidade muito pequena, insuficiente para o surgimento da doença". Os voluntários precisam ser saudáveis e ter entre 18 e 50 anos. A seleção é feita no Projeto Praça XI, no Rio, e, em São Paulo, no Centro de Referência e Treinamento DST/Aids e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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