Brasil participa de novo de teste de vacina contra Aids

Os brasileiros vão participar, pela terceira vez, de testes para uma nova vacina contra a Aids. Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, o estudo analisa a eficácia de um imunizante que, em macacos, conseguiu evitar ou retardar a infecção pelo HIV. O recrutamento dos 48 voluntários, realizado apenas no Rio e em São Paulo, já foi iniciado.Produzida a partir de pedaços do adenovírus (vírus do resfriado comum) e do HIV, a vacina provoca uma resposta do sistema de defesa do organismo, que passa a reconhecer o vírus da Aids como invasor. A primeira fase da pesquisa em seres humanos apresentou resultados promissores, diz o coordenador dos testes do imunizante no Rio, o infectologista Mauro Schechter, do Laboratório de Pesquisas em Aids do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).?Durante a etapa inicial, quando foi testada a segurança do imunizante, nenhum dos voluntários apresentou efeitos colaterais que possam ser considerados graves?, revelou, destacando que toda vacina ou medicamento produz algum efeito adverso, por menor que seja. A pesquisa, realizada em cinco partes do mundo, está agora na segunda fase, na qual será testado a resposta imunológica à vacina.O primeiro teste para uma vacina contra Aids foi realizada no Brasil em 1995. O estudo, uma parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reuniu 30 voluntários, mas o imunizante V-108 não conseguiu induzir a produção de anticorpos contra o HIV. Em 2001, pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Aids doHospital Clementino Fraga Filho aplicou testes associando duas vacinas, a CanaryPox e a VaxGen. Segundo Schechter, os testes de segurança e resposta imune apresentou resultados ?dentro do esperado?. ?Agora, variaçõesdelas estão sendo testadas em 16 mil voluntários na Tailândia, em um projeto coordenado pelo Exército Americano?, afirmou.

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