Brasil não vai rastrear receptores de hemoderivados

Os pacientes brasileiros que usaram, em 1996 e 1997, hemoderivados importados da Grã-Bretanha produzidos com sangue de doadores que desenvolveram o mal da "vaca louca" não serão rastreados pelo Ministério da Saúde.Segundo o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina, a identificação dos pacientes seria uma tarefa "muito complexa". Além disso, segundo ele, não há teste para diagnosticar a doença.A agência foi informada em 22 de dezembro sobre a importação dos cerca de 19 mil frascos de albumina e 400 frascos de imunoglobulina da Grã-Bretanha. O produto foi comprado por 90 hospitais e serviços de saúde. "Consultamos a Organização Mundial de Saúde, autoridades dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha para confirmar que não há hipótese conhecida de transferência da doença por transfusão de sangue", disse Vecina.

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